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Projeto aluga telhados para painéis solares e amplia oferta de energia

O interesse relacionado ao setor de energias renováveis tem crescido muito nos últimos anos. No Brasil, conseguimos avançar bastante na energia eólica e temos dado passos largos também na energia solar. O potencial nacional nessa área é de dar inveja a muitos países, mas ainda temos uma longa jornada pela frente. Hoje quero discutir um projeto bem bacana que conheci em Cingapura.

Devido ao seu tamanho reduzido, Cingapura tem que encontrar alternativas para questões simples do dia a dia, como produzir energia limpa em uma área que é majoritariamente dominada por edifícios.Como solução para esse problema, desde 2016 o país passou a alugar os telhados dos arranha-céus para gerar energia elétrica a partir de painéis solares.

Enquanto o valor da tarifa de eletricidade gerada por usinas de combustíveis fósseis varia conforme o custo do combustível (petróleo, gás ou carvão), o preço da eletricidade gerada a partir de painéis solares é baseado no custo inicial de compra do equipamento e custo de manutenção, o que faz com que a tarifa permaneça estável durante a vida útil do sistema.

A Sun Electric, uma startup sediada em Cingapura, produz energia elétrica com foco em soluções solares urbanas. Ela foi a primeira revendedora de energia solar licenciada de Cingapura. A proposta da empresa, seguindo o conceito conhecido como “uberização”, é unir consumidores que queiram usufruir dos benefícios da energia solar, mas que têm restrições de espaço, com proprietários de telhados, o que permite que qualquer pessoa possa ter acesso à energia solar produzida localmente, independentemente de ter espaço para produção.

Em Cingapura, a empresa surgiu como a primeira startup a propor essa nova modalidade de energia-como-serviço. Embora seja uma atividade privada, a companhia teve que solicitar autorização do governo para atuar na comercialização de energia. A empresa estima que suas tarifas são de 10 a 20% menores do que as do mercado.

Além de poder colaborar com o meio ambiente, os proprietários dos edifícios que abrigam os painéis solares ainda contam com vantagens como custo zero de instalação do equipamento, tarifas de energia diferenciadas e até mesmo a possibilidade de terem uma renda extra a partir do aluguel de seus telhados. Ao consolidar vários telhados e integrá-los à rede de distribuição, o programa conhecido por SolarSpace colocou os proprietários de edifícios como protagonistas na mudança por sistemas energéticos mais verdes.

Ao concentrar em uma plataforma toda a energia gerada por cada um dos edifícios, a Sun Electric oferece a diferentes públicos energia limpa, mesmo que eles não tenham um telhado para instalar painéis solares. Todo o custo de infraestrutura, instalação e manutenção fica por conta da startup. O projeto tem quatro pontos principais: a produção de energia, a distribuição para clientes, o uso de outras fontes de energia em dias nublados ou à noite e informações em tempo real sobre o sistema.

A iniciativa garantiu alguns prêmios à startup como o Frost & Sullivan Excellence Awards, em 2017, que reconhece empresas de energia solar que demonstram espírito empreendedor na criação de serviços ou soluções inovadoras. Em 2018, Cingapura abriu o mercado de varejo de eletricidade, o que permitiu que consumidores comprem energia do fornecedor que atenda melhor às suas necessidades. Dessa forma, a competição tende a promover mais inovações e preços mais acessíveis.

Atualmente, três empresas são responsáveis por 63% do mercado e a maioria dos consumidores (85%) se diz satisfeito com os serviços prestados pelas operadoras de energia, segundo a agência reguladora Energy Market Authority. A longo prazo, Cingapura poderá se conectar a uma rede regional com seus vizinhos, o que aumentará a segurança energética. Até 2030, Cingapura quer aumentar sua capacidade solar em mais de sete vezes e o atual pico de 260 megawatts (MWp) da capacidade solar instalada para 2 gigawatt (GWp), o que seria suficiente para atender às necessidades anuais de energia de cerca de 350 mil famílias ou cerca de 4% da demanda total de eletricidade do país hoje.

No Brasil a concessão de serviços públicos à iniciativa privada ainda é bastante embrionária. Novas ferramentas jurídicas como as PPPs (Parcerias Público Privadas) estão gradativamente sendo mais utilizadas. Um novo conceito chamado de cidade-como-plataforma está crescendo rapidamente em nível mundial. Essa nova tendência consiste em compartilhar a responsabilidade e, principalmente, oportunidades dos serviços ofertados na cidade entre todas partes envolvidas, os chamados stakeholders (governo, universidades, sociedade, iniciativa privada e terceiro setor).

Na Europa o conceito de PPPs já evoluiu para PPPPs (4 Ps) —Parcerias Público Privadas com Pessoas—, que consistem em incluir os cidadãos no processo de criação, desenvolvimento, implementação e financiamento de concessões de serviços públicos. É importante entender que não se trata de pedir dinheiro aos cidadãos, uma vez que eles já pagam seus impostos, mas de proporcionar a oportunidade para os cidadãos participarem diretamente nos investimentos em projetos de desenvolvimento urbano.

As PPPPs, como já havíamos discutido em outro texto, são um claro sinal de que nossa sociedade está evoluindo para um modelo mais participativo de gestão pública. Todos os atores urbanos devem unir forças e compartilhar as responsabilidades para fazer uma cidade melhor. Cidade inteligente não é um destino, é uma jornada.

Estamos prontos no Brasil para avançarmos para essa nova realidade da cidade como uma plataforma? O que seu candidato a prefeito ou vereador acha dessa ideia? Compartilhe com eles esse texto e vamos deixar que eles mesmos respondam e participem dessa discussão. Nos vemos no próximo texto.

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